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domingo, 29 de agosto de 2010

Entrevista na Rádio Educadora AM - Caetité - História do jornal O Relato

Conheça um pouco da história do Informativo que é os olhos do povo em nossa região.

O Relato.

Entrevista com Erivan Coqueiro (jornalista e poeta)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Figuras da Terra - Miguel Luiz da Silva (Faz. Formosa)

FIGURAS DA TERRA EDIÇÃO 10

Nesta edição tivemos a honra de conversar com um personagem que muito nos ensinou durante a entrevista com suas palavras sábias. Estamos falando do senhor Miguel Luiz da Silva, 73 anos, residente na fazenda Formosa – Maetinga, há 43 anos. Local de nascimento, Fazenda Mandacaru. Seus pais chamavam-se Quintino José da Silva e Analina Rosa de Jesus. Bisavô: Zé Luiz. Numa conversa agradável que nos fez voltar aos tempos de sua mocidade conta como difícil criar seus filhos:




“Meus filhos por tudo, foram oito, morreu dois. Uma benção que Deus me deu, eu esforcei para ganhar o pão e criar meus filhos. Naquela época não era fácil. Derramava o suor da ponta do nariz até os pés. A camisa pregava na costa, dava uma gastura. Você podia tirar e torcer que ensopava. O suor Fazia Lama dentro do sapato. Quando eu andava o suor fazia barulho dentro do calçado. Tudo isso para ganhar o pão.”

Mesmo com essa idade, Sr. Miguel, ainda matem uma firmeza no corpo de dar inveja a qualquer jovem de hoje. Além de possuir uma boa memória e conseguir relembrar fatos de épocas distantes:

Lembro da crise de 66, que faltou água. Morreu muita criação de sede e fome. Até a agente mesmo passava sede. A valença é que tinha uma minação, dada por Deus, lá na vereda do meio. Minava da terra. O povo descobriu e foi aí que socorreu muita gente. Era noite e dia, toda hora que você chegava tava cheio de gente e criação. Aquela água era só pra matar a sede porque não tinha como agente beber à vontade. Essa fonte existe até hoje, mas dessa época pra cá nunca mais teve água. A água era da cor de uma cachaça. Se colocasse no copo de vidro ficava a mesma coisa. No meu terreno teve outra fonte, mas só presta pra criação porque a água é tão saloba que chega amargar. E ainda mina até hoje. Eu posso ficar o dia inteiro sem comer nada, mas bebo água não sei quantas vezes. E quem fica sem água?



Nesse instante o Senhor Miguel olha para a janela, faz um pausa e retoma:

Hoje mudou a era. Naquele tempo quando eu era menino, batia três quilômetros com uma lata de água na cabeça. Hoje o caminhão vem trazer em casa. Naquela época não tinha nada fácil, era tudo na base do macaco, como diz a história. Graças a Deus, pela a idade que eu estou alcançando, estou muito contente. Se eu morrer de uma hora pra outra, morro feliz.

Ainda lembra do trabalho duro com o machado no estado de São Paulo.

Trabalhei em São Paulo na base do machado. Botava um eucalípto de um metro de toco e cortava todo no machado. Quando era de tarde os braço tava moído. Quando eu chegava no pé da árvore pra derrubar, olhava pra cima e a vista sumia, de tão alta. Naquela época não tinha moto serra. Tudo era no machado. Quando a árvore caia, ia arrasando com tudo. Depois que tivesse no chão eu cortava e lascava no machado.

O Senhor Miguel, fala com certa indignação sobre as modas do tempo moderno e dos costumes medíocres de nossa era dizendo:

No meu tempo era a época que fi respeitava pai e pai respeita fi. Nem tudo, mas hoje ta o maior relaxo. A televisão ajudou a bagunçar. A maior parte das muié que aparece na televisão, pode dizer que é pelada. Eu não topo assistir. É por isso que hoje só aprendem o que não presta. Hoje se você vê um casal com sessenta ou setenta anos ainda tendo amor, é porque naquela época o respeito era outro.




Diante dessas palavras, foi possível aprender muitas coisas, e uma delas é que mesmo a era sendo outra, mesmo diante das facilidades dos tempos de hoje, os valores humanos, os sentimentos e as relações humanas, sejam elas de pai pra filho, marido e mulher etc, precisa de cuidados e atenção. E que valores como esse, tão essenciais à nossa felicidade, se encontra meio atolado em entre tantas ilusões e falsidades dessa tal era moderna.

W P de Souza.
jornalorelato@hotmail.com

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Retratos da Nova Escravidão



"Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai, por vossas misérias, que sobre vós hão de vir.
As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas de traça."
Tiago 5:1-2


Acredito que as crianças serão o futuro de nossa sociedade. Mas tem coisas que me desanimam. Escrevo, componho e canto não para ser famoso e nem para ganhar atenção extra. Mas quero que todos vejam o que acontece com nosso povo. É a Aracatu que a festa do São Pedro não mostra. Nossa Educação está abandonada, entregue às traças. Como Teremos uma geração de possoas melhores, e portanto, uma sociedade melhor? Observem as fotos em nosso Blog. Elas foram tiradas por mim mesmo. Assim está a escola onde leciono.

Sou Professor de História e língua estrangeira. Em minhas aulas gosto de falar de vários temas, não me apego a conteúdos. Mas é durante as aulas de História que fico à vontade para pregar aquilo que acredito. Faço da sala minha congregação E digo quem são nossos inimigos.

Quero ser mestre não de repetidores, mas de guerreiros, rebeldes nesse sistema, questionadores das verdades impostas goela abaixo, questionadores inclusive daquilo que digo.

Afinal não sou dono da verdade. E um dia serei superado. Espero.
Mas olhem o estado em que se encontra nossa escola. ONDE ESTÁ O PODER PÚBLICO? VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DE ALGUM POLÍTICO QUE DESISTIU DAS ELEIÇÕES PORQUE NÃO TINHA DINHEIRO PARA FINANCIAR A CAMPANHA? Eu não. Mas é comum faltar dinheiro para investir na educação, no lazer, na saúde, na população...

E agora é época de eleição. Já vejo um monte de pilantras mostrando as caras. Ávidos pelo seu voto, mas na verdade não fazem nada por mim e nem por você. É sempre a mesma coisa. A maioria da população vivendo de migalhas enquanto eles echem suas capangas com nossos impostos.

O nome da escola é Juraci Fernandes e fica localiza na comunidade de Eixo da Serra. 30 Km da sede.
Não tenho partido, não acredito em político. Mas penso que se nosso povo resistir e lutar por uma terra melhor, conseguiremos mudar essa imagem, tanto no Sertão como nas periferias. Mas para isso precisamos nos libertar da escravidão mental. Precisamos resistir a tentação da besta. Dizer não as migalhas que caem da mesa deles. Recuperar nosso orgulho e dizer NÃO.
O texto e as fotos são de minha própria autoria.
















































William Paulo jornalorelato@hotmail.com

sábado, 14 de agosto de 2010

PIABANHA


UM POVOADO LINDO, DE PESSOAS ORDEIRAS COM uma LONGA HISTORIA DE VIDA E ALGUNS IMPASSES SOCIAIS.
ENQUANTO ALGUNS SONHA COM A VOLTA DE FEIRA LIVRE.
OUTROS PEDEM MELHORIAS NA LAGOA DA PIABANHA
O MAIOR E MAIS POVOADO DISTRITO DO MUNICIPIO DE Aracatu, é sem duvida, um lugar modesto e de gente de boas qualidades.


É por esses e outros motivos que o Jornal O Relato leva ao conhecimento da população algumas perdas que o distrito teve, para que seja revisto métodos positivos no ituito de continuar a progredir. Vejamos agora relatos de moradores que nasceram e cresceram na Piabanha. Valterede José da Silva, 57. “Eu gosto da Piabanha porque aqui todo mundo é amigo, aqui é muito bom para viver, aqui na região todos tiveram a chance de montar algum tipo de comercio. O problema é que no passado não tinha investimento por parte dos governos e nem dos bancos. Outro problema é que não tem grandes barragens para o povo plantar em volta, assim o povo investia e ficava por aqui mesmo, o dinheiro circulava e movimentava o lugar.



A nossa lagoa ta poluída, animais andam dentro, porco, cavalo, galinha, jegue. E o mato tomou conta. Precisa ser feito alguma coisa para que a comunidade usufrua da água. Nosso único meio de sobrevivência aqui é a lavoura e a criação de animais. Mais o que produzimos não tem preço. Tem alguns empregos , mas não da pra todos.
Precisamos de mais um telefone publico, pois o único fica tumutuado.
Agora o movimento ta quase parado porque foi quase todos para a colheita do café. É bom para eles porque volta com um pouco de dinheiro, mas melhor seria seria se tivesse serviço aqui. O que eles ganha aqui em um ano, lá eles ganham em três meses, mas ficam longe de casa e da família...
Meu maior sonho é que volte a feira livre aqui na Piabanha, assim nos iriamos aplicar nossos recursos aqui mesmo, no tempo da feira foi muito bom, foi mercante em meados de 76, a gente vinha para feira vender nossos produtos e comprar outros. Agora compramos mais do que vendemos. Mas esperamos que tudo dê certo”. Diz. Maria dos Anjos Dias, 59. “Eu gosto de morar aqui porque acostumamos e não acostumo em outro lugar. Tenho todas as raízes aqui. Terra, casa, família e outras coisas. Há 43 anos eu vi os acontecimentos daqui. Já fiz parte da política, fui veradora e não vi vantagem em ser política. A gente empata com problemas da comunidade e as carências do povo pobre e não podemos fazer nada sozinha. Acho que a ida do povo do povo para o café é bom porque trabalha pouco tempo e ganha bem. É sofrido mas vale a pena.
Eu também quero a volta da feira porque os recursos financeiros ficam aqui em nosso lugar”.
Osvaldo Aragão dos Santos, 67. “O povoado aqui começou com 4 casas. Aí veio o 1° beneficio do governo que foi a escola, depois o telefone, o posto de saúde, a quadra e o mercado. A única fonte de renda aqui é a aposentadoria do INSS, tem mais de 50 aposentados, a renda passa de 23 mil reais. A lavoura do algodão acabou por causa do bicudo e do preço baixo dos atrevassadores. Não tem mais projetos que beneficiem as associações, no colégio tem cerca de 30 funcionários que ganham meio salário. Não dá pra sobreviver. Se voltar a feira melhora a situação porque quem não tiver uma fonte de renda vai vender alguma coisa da lavoura ou colocar uma barraca para ganhar um dinheirinho”.



Conclusão: Ao longo da historia, esse belo povoado viveu o jogo do perde-ganha. Ganhou mercado – perdeu a feira livre. Ganhou escolas- perdeu fontes de renda- ganhou orelhão-perdeu posto telefônico. Ganhou posto artesiano-perdeu a lagoa. Ganhou uma quadra, um posto de saúde, pavimentação e uma representante política eleita. Esperamos agora que venham frentes de serviços, e um grande barragem com água tratada para que o povo da Piabanha viva em suas terras com saúde e altonomia.


Hermes Leite



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Professor é selecionado para ensinar literatura brasileira na República Tcheca

Victor Seabra
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação
José Manuel Castrillon vai representar a UNEB no país europeu. Foto: Maiana Alcântara/Ascom



O professor da UNEB José Manuel Castrillon foi selecionado pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Universidade Carolina (República Tcheca) para lecionar sobre língua e literatura brasileira no país do leste europeu.
O docente, que superou professores universitários de todos os estados brasileiros, já foi convocado para exercer a função mediante carta-convite do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), enviada no dia 29 de julho.
Castrillon, além de lecionar sobre o ensino da literatura nacional, terá a função de divulgar o idioma português falado no Brasil e disseminar a cultura brasileira.
“Essa oportunidade vai me permitir uma formação singular, com o aprendizado de língua e cultura diferentes. Acredito que a experiência fortalece minha própria consciência como cidadão brasileiro”, destacou o docente.
O professor − que ensina há cinco anos literatura brasileira no curso de Letras do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) do Campus XX da instituição, em Brumado − acredita que esse reconhecimento deve-se ao patamar de excelência que a instituição vem alcançando no cenário nacional. “Devo à UNEB o status e a experiência como professor universitário”, reconheceu.
O início das atividades de Manuel na República Tcheca está previsto para o dia 1º de outubro deste ano. As passagens para a viagem ao país e o subsídio referente ao trabalho serão financiados pelo Ministério das Relações Exteriores.
Professor leitor
A seleção da qual o professor da UNEB participou integra o Programa de Leitorado, que financia docentes interessados em divulgar a cultura brasileira em instituições universitárias no exterior. A função de leitor é regulamentada pelo Itamaraty desde 1999, e a seleção é realizada por meio de parceria com o MEC.
O objetivo do programa é promover a língua portuguesa e a cultura e literatura nacional no exterior. O exercício da profissão em universidades estrangeiras tem duração de dois anos, período que pode ser prorrogado.
Atualmente, o Departamento Cultural do Itamaraty coordena e subsidia as atividades de 53 leitorados em 36 países, distribuídos em instituições de ensino superior de reconhecido prestígio.

Divulgação, com montagem de Maiana Alcântara

Fonte: http://www.uneb.br/2010/08/06/professor-e-selecionado-para-ensinar-literatura-brasileira-na-republica-tcheca/