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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Arte & Cultura - MG; Hip Hop

E vasculhando o mundo da arte em nossa região, encontramos lá na periferia de Brumado um grupo de Hip Hop, composto por adolescentes de 15 e estudantes de ensino médio. Estamos falando do MG; Hip Hop. São três intregrantes, Neco hip hop, Neguinho e Mc Pelé. “Nós já temos 17 canções mas tem uma que gosto que é UMA GRANDE PAIXÃO”. Sobre o apóio Neco diz, “nossa família ta junto, todo mundo apóia”. Neco afirma ainda que o grupo precisa de patrocínio, local para ensaio e dj: “Estou tentando comprar uma caixa de 15 e uns três microfones, custa R$ 200, 00. De aparelhos não temos nada. Ensaiamos aqui em casa. Meu irmão Joabe (25 anos) grava no computador dele e faz umas coisas legais. Foi ele que me incentivou a cantar. As trilhas vem do teclado de minha tia, ela é tecladista. Divulgamos nossas canções na internet no youtube e no palco mp3. Estamos com um projeto para 2011”. Durante nossa conversa, Neco conta como tudo começo, “Eu comecei em 2006, fazemos apresentações em escolas, nossa inspiração vem do grupo PACIFICADORES, você ta ligado quem é. Meu irmão sempre jogou duro, me encorajou a cantar. Eu só subi no palco 3 vezes, mas nós participamos de um evento louco, que gerava talentos, foi na ocasião que uns maluco pediu pra gente subir para dançar, eu disse que não pois ia viajar com a fanfarra, mas fui em casa, peguei o cd de instrumentais, subimos no palco, tinha umas 200 pessoas, os muleques vida loca tava tudo zuando no começo, mas quando começamos a cantar o povão parou, depois aplaudiu, cantamos mais uma, pediram mais, só que não deu porque tinha uma banda de reggae rock pra se apresentar. Esse vídeo está no youtube. Dj Pantera disse que algum dia ele pode chamar nois pra fazer abertura no show dele. Foi aí que começamos a jogar duro. Nas letras falamos para não entrar no mundo das drogas, o amor pelas meninas, as aventuras dos pivetes. Não gosto de por letra ruim, tipo, se mexer comigo vai morrer, armas, nosso bonde é loco, somos mais que vocês...Já compus uma música para o Leandro que morreu, acho que foi treta de malandro, sei não. A música ta no youtube”. E finalizando nossa conversa Neco diz, “Então quem curte hip hop levanta a voz, não cantamos pela fama e sim para alguém nos ouvir, sua crítica me define e me faz evoluir”.

William Paulo S Souza
jornalorelato@hotmail.com

Arte & Cultura - MG; Hip Hop

E vasculhando o mundo da arte em nossa região, encontramos lá na periferia de Brumado um grupo de Hip Hop, composto por adolescentes de 15 e estudantes de ensino médio. Estamos falando do MG; Hip Hop.


São três intregrantes, Neco hip hop, Neguinho e Mc Pelé. “Nós já temos 17 canções mas tem uma que gosto que é UMA GRANDE PAIXÃO”.

Sobre o apóio Neco diz, “nossa família ta junto, todo mundo apóia”. Neco afirma ainda que o grupo precisa de patrocínio, local para ensaio e dj: “Estou tentando comprar uma caixa de 15 e uns três microfones, custa R$ 200, 00. De aparelhos não temos nada. Ensaiamos aqui em casa. Meu irmão Joabe (25 anos) grava no computador dele e faz umas coisas legais. Foi ele que me incentivou a cantar. As trilhas vem do teclado de minha tia, ela é tecladista. Divulgamos nossas canções na internet no youtube e no palco mp3. Estamos com um projeto para 2011”.


Durante nossa conversa, Neco conta como tudo começo, “Eu comecei em 2006, fazemos apresentações em escolas, nossa inspiração vem do grupo PACIFICADORES, você ta ligado quem é. Meu irmão sempre jogou duro, me encorajou a cantar. Eu só subi no palco 3 vezes, mas nós participamos de um evento louco, que gerava talentos, foi na ocasião que uns maluco pediu pra gente subir para dançar, eu disse que não pois ia viajar com a fanfarra, mas fui em casa, peguei o cd de instrumentais, subimos no palco, tinha umas 200 pessoas, os muleques vida loca tava tudo zuando no começo, mas quando começamos a cantar o povão parou, depois aplaudiu, cantamos mais uma, pediram mais, só que não deu porque tinha uma banda de reggae rock pra se apresentar. Esse vídeo está no youtube.


Dj Pantera disse que algum dia ele pode chamar nois pra fazer abertura no show dele. Foi aí que começamos a jogar duro. Nas letras falamos para não entrar no mundo das drogas, o amor pelas meninas, as aventuras dos pivetes. Não gosto de por letra ruim, tipo, se mexer comigo vai morrer, armas, nosso bonde é loco, somos mais que vocês...Já compus uma música para o Leandro que morreu, acho que foi treta de malandro, sei não.


A música ta no youtube”. E finalizando nossa conversa Neco diz, “Então quem curte hip hop levanta a voz, não cantamos pela fama e sim para alguém nos ouvir, sua crítica me define e me faz evoluir”.



William Paulo S Souza
jornalorelato@hotmail.com

Bons Ares - O Espetáculo Mortal e Belo da Seca









Simplismente Corujas




Pernoitam e permeiam a UNEB
Um agrupamento de corujas.
Estas se renovam de forma singela e bela
Em períodos diversos naquela graminha
Que horas são verdes,
Horas nem tanto.
Convivem com crianças um tanto barulhentas
Com universitários não menos silenciosos
E também com um dilema.
Por quanto tempo aqui poderei viver?
As falácias são muitas....
Construir-se-á aqui a república dos estudantes?
Pensando melhor....!...?..?
Faremos laboratórios !?
Ou quem sabe uma área de lazer?
Não... Não... Não... Não
Seria melhor uma área de camping para os eventos da instituição!?
Mas ninguém se pergunta o que será
Destes amáveis habitantes que sempre estiveram ali,
Isolados, a cuidar de seus filhotes, mantendo um ciclo natural de sua espécie,
Ora interceptados pela ação antrópica de seres que almejam crescer, poder, conhecer
E muitas vezes se esquecem simplesmente de viver...
De olhar pela janela e ver o espetáculo do banho de chuva da coruja,
Que ao sentir uma minúscula gota de água em si
Abre suas asas e emitem um canto de felicidade, prazer, de bem viver...
Eu olho pela janela...
Eu vivo esse simples olhar...
Eu sinto as gotículas da chuva...
Não tenho asas como elas, mas o sabor do olhar, do apreciar
Leva-me a alçar voos intensos no meu imaginário,
Que persiste em ser aguçado pelo simples observar deste espetáculo...




Taliane Ladeia da Silva (Gaia)

A Proza dos cumpadi

- Dia cumpadi!
- Dia cumpadi!
- Cê ta bom cumpadi?
- É cumpadi agora eu tô mió, a chuva caiu na terra, o gadinho vai ingordá e não vamo tê mais que comprá caroço caro pra dá o gado. Até a minha muié ficou mais fogosa, aí é só alegria. E pra cumpretá eu vou ganhá uma casa prontinha.
- Cuma assim cumpadi, ganhá uma casa prontinha? Eu tamém quero uma.
- Eu vô lhe explicá cumpadi. É assim: os homi foi lá em casa e disse que já deu as caixa e que se votasse nos candidate deles, ganharia uma casa.
- Cumpadi, cumpadi, cuidado cum promessas!
- Eu sei cumpadi, mas eu preciso de uma casa e o homi do campo é honesto, quando fala que vota, vota mermo.
- É cumpadi essas casas vai pari casinhas. Pruquê as promessa são véias e até agora nada.
- ô cumpadi, cê sabe da onde vem o dimdim pra fazer essas casa?
- Eu vi dizê no jornali que é o do governo federali, cumpadi.
- É cumpadi, seja lá daonde for o dinheiro, eu só sei que já participei de reuniões em igrejas, fui em incontro na capitali, pediram meus decumentos, votei neles e até agora neca de pitibiriba. Será tapiação cumpadi? Eu quero minha casa.
- Cumpadi não pensa assim, não pensa em vender seu voto, é ilegali e a habitação é um direito seu, é um projeto do governo.
- É mermo cumpadi, eu vi o guverno falá na trevelisão que “Minha casa, Minha Vida” é pra quem precisa, independente se a pessoa votô em A ou em B.
- É cumpadi, mas na prática não é bem assim. Tem esperto por aí que puxa a sardinha pro seu lado, pede os documentos dá um santin e promete casa e aproveita da nossa simpricidade de pessoas pobres da roça para dá o bote, pensano que nóis é besta cumpadi.
- É mermo cumpadi, mas as coisa ta mudano e quando a caixa preta explodi aí nóis vai ficá sabeno o que aconteceu com as “caixa branca”.
- Cumpadi fala baixo que mato tem zói e parade tem zuvido e disse que agora tem alguns pulitico que tem até funcionário pá ouvi a conversa duzoto pra corrê e contá e aí vão sentá o chicote ni nóis.
- É mermo cumpadi, e nóis pobre sofre, principalmente se for do contra.
- Cumpadi, nem toca em pulítica, é todo mundo quereno ser prefeito e muitos quereno ser o pai do “PT”, principalmente agora que a muié ganhô a eleição. De uma coisa temo certeza o “nome de oposição” nóis já sabe, é o fí do veizin.
- Mas de quale veizin cê ta falano cumpadi? É o veizin fazendeiro ou o veizin do PT que vei de Sanpalo e tá fazeno um ribuliço doido?
- É o veizin fazendeiro.
- Cumpadi isso vai dá pano pras manga, pruquê o PT em Aracatu raxô.
- Mas o que o povo quer mermo cumpadi é mais imprego, mais segurança, mais respeito, prioridades na saúde e na educação.
- Cumpadi, a prosa ta boa, mas eu tenho que ir lá em casa. Tem um fí de papai Ródano minha fia, ela é nova, bunita e muito inucente e criá netos não é mole.
- Tá certo cumpadi, eu tamém vô oiá minha muié. Tão dizeno por aí tamém que agora tem um cara no carro preto atacano a muierada. O resto das nuvidade, nóis lê no Jornali Relato e fique de olho aberto pruquê a vara inveiga nas costa dos rico e quebra nas costa dos pobre que num tem dinhero pra pagá advogadi.
- Tê logo cumpadi!
- Tê logo cumpadi, até a próxima!

Hermes Leite dos Santos

A Nova Arma

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William Paulo

SAÚDE PÚBLICA


Madrugada de quinta-feira, vento soprando no rosto, frio congelando o corpo e a alma, só não a esperança de conseguir uma vaga (quando há). Cobertores ao chão frio, “camas” improvisadas, pessoas dormindo. Mais pessoas vão chegando ...Uma, duas, três... Homens, mulheres, crianças. Seu Objetivo? Uma vaga. Ao som da melodia entoada pelo balanço das sacolas, latidos de cães, cantar dos galos e alguns roncos, assisto eu ao infinito amanhecer.
Estou sentado na fila de um hospital, aguardando (ou rezando) por uma vaga de atendimento. O chão está muito frio, estou sentindo isso agora, a espera será longa, ainda nem são três horas. É a realidade, triste realidade. É arriscando a saúde para correr em busca dela. Ora a alcançamos, ora não. O sistema é fraco, ineficiente, impotente, caminhando (quando caminha) aos passos de tartaruga.
Enquanto isso, onde estão “nossos” políticos? Em suas camas, é claro, dormindo, gozando suas mordomias e sonhando formas de discursos para nos convencer a elegê-los nos períodos de eleição. Não sabem que já estamos cansados de ouvir e acreditar em seus discursos repetitivos, falsos e enganosos?
Suas propagandas mostram irreal realidade. Hipócritas! Hipócritas! Hipócritas! Não somos cegos! Sabemos que a realidade não é assim. E ainda tem gente que os saldam, idolatram, reverenciam (para mim, puxa-sacos, com algumas exceções).
Para eles, a saúde e a educação vão bem. Realmente vão muito bem, só que a saúde e a educação particulares, freqüentadas por eles, por seus filhos, pela elitizinha burguesa ambiciosa e sanguessuga. A nossa saúde e a nossa educação são uma piada. Em ambas faltam estrutura, equipamentos, investimentos, incentivos. Falta competência e boa vontade.
O pior de tudo é que nos falta vergonha na cara (se temos, não vejo, salvas algumas exceções), somos tolerantes demais. Este é o problema. Temos que ver, ouvir, gritar, escancarar nossas bocas ao vento (ou melhor, aos políticos) e exigir nossos direitos, denunciar os erros, propor, reivindicar, participar. Já está na hora (se não já passou) de deixarmos de ser cordeirinhos acomodados para sermos lobos esfomeados. Esfomeados por justiça, igualdade , liberdade e dignidade.
Com esses pensamentos em mente e com a participação de todos caminharemos para uma vida melhor e mais justa, na qual todos tenham os mesmos direitos e deveres, o direito à vida, onde todos conheçam o verdadeiro significado da democracia.

Edilson Alves de Almeida Sousa