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sábado, 29 de setembro de 2012

CNBB repudia capa de revista com montagem de Neymar crucificado



Nota oficial assinada pelo presidente da entidade foi divulgada nesta sexta.
Para o cardeal, a publicação teria comparado o atleta a Jesus Cristo.

(Foto: Divulgação/Revista Placar)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou na tarde desta sexta-feira (28) uma nota em que manifesta indignação contra a capa da edicação de outubro da revista Placar na qual se vê uma montagem com a imagem de Jesus Cristo crucificado tendo o rosto do atacante do Santos e da seleção brasileira, Neymar.

A nota foi assinada pelo cardeal Dom Raymundo Damasceno, presidente da entidade e arcebispo da Arquidiocese de Aparecida, no Vale do Paraíba. Ele está em Brasília (veja a íntegra abaixo).

Em trecho de nota, o cardeal afirma que reconhece a liberdade de expressão como princípio democrático, mas questiona a falta de limites no exercício profissional no caso.

"A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial", afirma a nota.
Ele afirmou ainda que a imagem constitui numa clara falta de respeito que ofende o que existe de mais sagrado pelos cristãos.

Explicação
A capa da edição deste mês da revista fala que Neymar vem sendo "crucificado" pelas acusações de que o atleta vem utilizando o recurso de simular faltas para tentar induzir a arbitragem a errar durante as partidas.

Em nota divulga no site da publicação, a revista pediu desculpas a quem se se sentiu ofendido pela imagem da capa e explicou que em nenhum momento foi intenção da revista ferir a religiosidade de ninguém.

"Vale esclarecer que a analogia da fotomontagem é com a crucificação como método de execução pública praticado antigamente. Quando a reportagem estava sendo produzida, surgiu a palavra “crucificação”, usada corriqueiramente hoje em dia, e daí veio a imagem da condenação e da crucificação", diz outro trecho da nota (veja a íntegra abaixo).
Veja íntegra da nota da CNBB:
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, manifesta profunda indignação diante da publicação de uma fotomontagem que compõe a capa de uma revista esportiva na qual se vê a imagem de Jesus Cristo crucificado com o rosto de um jogador de futebol.
Reconhecemos a liberdade de expressão como princípio fundamental do estado e da convivência democrática, entretanto, que há limites objetivos no seu exercício. A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial.
A publicação demonstrou-se, no mínimo, insensível ao recente quadro mundial de deplorável violência causado por uso inadequado de figuras religiosas, prestando, assim, um grave desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças.
A fotomontagem usa de forma explícita a imagem de Jesus Cristo crucificado, mesmo que o diretor da publicação tenha se pronunciado negando esse fato tão evidente, e isso se constitui numa clara falta de respeito que ofende o que existe de mais sagrado pelos cristãos e atualiza, de maneira perigosa, o já conhecido recurso de atrair a atenção por meio da provocação.

Veja íntegra da nota da revista
Em primeiro lugar, a Placar pede desculpas a quem se sentiu ofendido pela imagem de capa. Em nenhum momento foi intenção da revista ferir a religiosidade de ninguém. Respeitamos todas as crenças e defendemos a liberdade de praticá-las. Mas estamos falando exclusivamente de futebol. Vale esclarecer que a analogia da fotomontagem é com a crucificação como método de execução pública praticado antigamente. Como mostra a reportagem, Neymar vem sendo “apedrejado” publicamente com a pecha de “cai-cai”.
O maior jogador brasileiro, ícone da arte no esporte, virou, para muitos, o símbolo da dissimulação, da tentativa de burlar as regras do jogo. Ele cometeu e comete suas falhas, mas ficou com uma imagem de “criminoso esportivo”. Quando a reportagem estava sendo produzida, surgiu a palavra “crucificação”, usada corriqueiramente hoje em dia, e daí veio a imagem da condenação e da crucificação. Acreditamos que a leitura da reportagem será ainda mais esclarecedora.

G1

Homens castrados podem viver mais,diz estudo



A natureza contemplou as mulheres com vantagens competitivas em relação aos homens. Uma delas, é a longevidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), elas vivem de seis a oito anos a mais que eles.

Uma recente pesquisa, feita pelos cientistas coreanos Kyung-Jin Min e Cheol-Koo Lee, desvenda esse mistério: o culpado por essa vida mais curta são os hormônios sexuais masculinos.

Os coreanos pesquisaram os arquivos genealógicos da corte imperial da dinastia Chosun (1392-1910) nos quais relata-se a idade de 81 eunucos. E a conclusão foi de que eles viveram entre 14 e 19 anos a mais do que os homens que não haviam sido castrados. Alguns deles chegaram a viver mais de 100 anos numa época em que era normal os homens da corte viverem só até os 40 anos, vitimados por doenças desconhecidas.

Eunucos eram homens submetidos à orquidectomia, procedimento que remove os testículos, tornando-os inférteis e impotentes. Assim, podiam ser guardiões dos haréns imperiais sem representar uma ameaça sexual às mulheres da corte. E de quebra, como concluiu a pesquisa, viviam bem mais.

Se o problema é a longevidade, eis aí a solução. É preciso fazer, digamos, um certo sacrifício para obter alguns anos a mais de vida. Quem quiser, que seja o primeiro.


Fonte: Bocão News

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Acusados de envolvimento no massacre do Carandiru irão a júri popular



Massacre completará 20 anos no próximo dia 2 de outubro
A Justiça de São Paulo decidiu, nesta quinta-feira (27), levar 28 dos policiais militares acusados de participação no massacre do Presídio de Carandiru a júri popular no dia 28 de janeiro de 2013. Cerca de 360 policiais são acusados de invadirem o presídio na capital paulista no dia 2 de outubro de 1992 e de matarem 111 presidiários ao tentar reprimir uma rebelião com uso de metralhadoras, fuzis e pistolas. O massacre, que completará 20 anos, é considerado um dos mais violentos casos de repressão à rebelião em casas de detenção no país. O juiz José Augusto Nardy Marzagão, da Vara do Júri de Santana, decidiu também que o processo será julgado em etapas por envolver um grande número de réus. O júri está marcado para as 9 horas, no Fórum da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista. A expectativa da advogada Ieda Ribeiro de Souza, que defende 79 réus no caso, era que o julgamento só marcado após o resultado da perícia do confronto balístico feito pelo Instituto de Criminalista (IC). Mas o juiz considerou que a falta da perícia não prejudicará o julgamento, diante da impossibilidade do IC fazer o confronto de balística. Para o magistrado, é imprescindível que o caso seja julgado e que não entende a razão de um processo permanecer sem julgamento por 20 anos.


BN

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Tiririca admite desistir da política e critica `interesses´do Congresso



Foto: Beto Oliveira / Ag. Câmara
O deputado federal Tiririca (PR-SP) acusou a existência de "outros interesses" no Congresso e admite que não deverá tentar a reeleição nas eleições de 2014. Em entrevista à Rádio Liberdade FM, de Aracaju (SE) nesta quarta-feira (26), ele disse estar desacreditado da política. "Eu não sei se pretendo continuar, por ser muito difícil lá dentro [da Câmara dos Deputados]", disse. Eleito com 1,3 milhão de votos, o parlamentar demonstra decepção com a burocracia do Congresso. "Eu pensei que chegando à condição que eu cheguei, ia lá e ia aprovar projetos que iam beneficiar a população e essas coisas todas, mas não é assim. Há outros interesses", afirmou. Apesar de acreditar que "para boa parte da população, o político é visto como ladrão", ressaltou que se sente "muito feliz" quando as pessoas o elogiam por seu trabalho na Câmara. 

Bahia Noticia

Cristina Kirchner:`não há jornalismo independente no mundo´



Durante uma conversa com estudantes em Nova York, a presidente da Argentina Cristina Kirchner disse que "não há jornalismo independente no mundo" e que seu trabalho não é falar com repórteres, informou a revista Veja nesta quarta-feira (26). "Quando a resposta não os agrada [jornalistas], começam a gritar e chutar portas", disse Cristina, para "justificar" a ausência de coletivas de imprensa em seu país. “Não há jornalismo independente no mundo. No meu país, não há imprensa independente ou objetiva”, disse Cristina. “Nós, os governantes, não estamos aí para dar coletivas de imprensa”, afirmou.